ISBN: 978-85-7856-247-2
O objetivo desta obra é apresentar fragmentos das memórias narradas por doze moradores da Comunidade Quilombola Ilha de Mercês. É crucial destacar que estes não são os únicos e legítimos representantes; na referida comunidade, cerca de duzentas e cinquenta famílias ainda residem e resistem. Seus membros, individualmente ou em grupo, detêm, cada um a seu modo, percepções sobre o viver e sobreviver na tensa disputa territorial entre o Estaleiro Atlântico Sul e a Refinaria Abreu e Lima.
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Número ISBN: 978-65-86413-73-1
Sinopse: No presente estudo fazemos um esforço comparativo entre o que, a princípio, denominamos como duas tendências historiográficas surgidas no final do século XX, cujas produções avolumaram-se na década de 2000 em diante. Uma destas tendências tem lugar nos Estados Unidos (EUA), já a outra na Itália. Ambas comungam uma preocupação bastante singular: examinar as relações entre a História e a Internet. Nesse sentido, este trabalho tem por fim identificar e problematizar pontos de intersecção e divergências entre as discussões levantadas por estes dois grupos sobre pesquisa e a formação em “história/historiografia digital”
LUCCHESI, Anita
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ISBN: 978-85-518-5142-5
Os artigos constantes desta obra intitulada SOBRE APRENDER E ENSINAR HISTÓRIA: ITINERÁRIOS DE PESQUISA, evidenciam o percurso de formação e pesquisa de professores(as)-historiadores(as), cujas temáticas de investigação encontram-se na linha fronteiriça entre História e Educação, sendo que algumas se assentam no campo da Educação Histórica – em suas variadas possibilidades – e outras estão ligadas à formação docente, seus fazeres e saberes. A coletânea é fruto, portanto, de esforço individual e coletivo de profissionais que acreditam na construção do conhecimento e na ciência como uma das formas possíveis de compreender a realidade que nos cerca e olhar o mundo com as lentes que ela nos fornece.
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ISBN 978-65-86413-79-3
A Diversidade no Jogo da Extensão: Práticas Variadas no Ensino e na Pesquisa é uma coletânea de textos sobre atividades de extensão desenvolvidas por professores e estudantes dos campi da Universidade de Pernambuco (UPE). Foram ações produzidas com a participação de pessoas que assumem papéis diversos e significativos no lugaronde habitam. O amálgama que agrega os textos apresentados é a preocupação com o sentido conferido à extensão universitária, que aqui remete à própria missão de umauniversidade pública que é realizar-se na indissociabilidade essencial das suas funções: de ensino, de pesquisa e de extensão. Por essa razão, ela se obriga à permanente leitura de suas margens sociais, qual seja, a realização de uma crítica dos limites internos e externos de suas escrituras, representativas do saber acadêmico.
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ISBN: 978-65-85651-84-4
O estudo aqui apresentado, inserido na linha de pesquisa “Formação de professores” e desenvolvido no âmbito do Mestrado Profissional em Educação da Universidade de Pernambuco - UPE Campus Mata Norte , investigou as contribuições do Programa Primeiras Letras para as práticas de ensino do Sistema de Escrita Alfabética de professores alfabetizadores que atuam em turmas do Ciclo de alfabetização (1º e 2º anos) na Rede Municipal de Ensino do Recife – PE.
Autora: Meire Jane Menezes de Sá
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ISBN: 978-85-7856-324-0
Este e-book, resultado de uma dissertação de mestrado, tem como objeto de estudo a interface entre religião e processos de ressocialização no cárcere, com foco na atuação da Igreja Assembleia de Deus no Presídio Dr. Rorinildo da Rocha Leão, em Palmares-PE. A análise situa--se no cruzamento entre sociologia da religião, antropologia do direito e teorias punitivas, recorrendo a referenciais como Michel Foucault e Alessandro Baratta para compreender os mecanismos de disciplina, controle social e subjetivação presentes no espaço prisional.
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ISBN: 978-85-518-9073-8
Este livro é o resultado de mais uma primorosa pesquisa desenvolvida pelo Prof. Dr. Paulo Julião, um estudo rigoroso, original e provocador que se insere em uma lacuna crucial na historiografia do Protestantismo brasileiro: a expansão missionária batista do litoral para o Brasil Central, principalmente em áreas indígenas, com o apoio de suas instituições administrativas, no período de 1925 a 1939. E nessa trilha, ele mapeia a instalação de igrejas em regiões ainda remotas à época.
Autor: Paulo Julião da Silva
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ISBN: 978-65-85651-21-9
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
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