ISBN: 978-85-518-5956-8
O último século viu a derrocada das visões estruturalistas da história em favor de um olhar acurado e microscópico capaz de entender as lutas e vivências dos seres humanos reais. A secular invisibilidade dessas vicissitudes continuamente invisibilizadas vai perdendo sua compostura enquanto tantos outros recantos abandonados do porão da história são vasculhados, muitas das vezes a contrapelo dos cânones tradicionais. A ascensão da histórica local é um dos vários sintomas de uma ciência em transformação que apertou com vontade o botão do zoom. Pari passu, a memória, ou melhor dito, as várias memórias esparramadas pela sociedade ganham a atenção dos historiadores. Estes desejam encontrar nelas a matéria-prima de seus trabalhos, criticando-as, espremendo-as pelo prazer do suco das suas verdades e inverdades, verossimilhanças e omissões. Se tudo é história, mas nem tudo é História, cabe discernir bem o fato e o discurso do fato sem desprezar nenhum deles.
Nessa coletânea dividida em duas partes temáticas, articulam-se história local, memória impressa e ensino da História. Acrescente-se ainda histórias de lutas e resistências no campo, na cidade e na sala de aula.
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ISBN: 978-65-85651-24-0
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
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ISBN: 978-85-518-7404-2
Este livro celebra os 70 anos de vida de um egrégio batalhador/pesquisador das causas nacionais e democráticas. Como intelectual polivalente e comprometido, Francisco Carlos Teixeira da Silva é o que, na linguagem do futebol, se chama de "craque" que joga nas onze posições do time. Precursor e promotor dos estudos acadêmicos da História do Tempo Presente no Brasil, soube incorporar à sua agenda de pesquisa tantos temas estratégicos de Segurança e Defesa, quanto variadas dimensões e manifestações da vida popular cotidiana. Como fio condutor dessa trajetória, um forte compromisso com a Democracia, com o Brasil e com a missão emancipadora da Educação.
Organizadores: Karl Schurster, Sabrina Medeiros, Dilton Maynard e Francisco Eduardo Alves de Almeida
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CAMINHOS PERCORRIDOS, TRILHAS QUE SE CRUZAM
O livro traz reflexões de alguns docentes sobre políticas educacionais, experiências e práticas educativas com fins formativos, percebidos/vivenciados pelos mesmos no âmbito da escola e da universidade. Através dos artigos publicizamos, aqui, caminhos formativos que nos levam a pensar sobre o papel da escola e da universidade na formação de pessoas. Os capítulos articulam de intuito de dá respaldo às atividades vividas e às reflexões feitas sobre e a partir das Políticas Educacionais, e das Experiências e Práticas Educativas, eixo central da coletânea. De modo geral, as políticas educacionais levam em consideração as relações sociais, econômicas, políticas, e culturais que dizem respeito ao investimento na educação para tal fim. Em relação às Experiências, Formação Docente e de profissionais, os textos desse eixo nos faz debruçar sobre a formação e as experiências relacionadas a elas nos cursos universitários.
Número ISBN: 978-65-86413-06-9
SILVA, Josaniel Vieira da (Org.)
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ISBN: 978-65-85651-92-9
O livro “Comblin em re-vista: teologia em diálogo com a práxis”, coletânea de 15 textos de autoria da Profa. Dra. Alzirinha Rocha de Souza, que refletem sobre o pensamento de José Comblin. São textos que abordam temas que foram trabalhados por Comblin, sua práxis e como estes iluminam as questões pastorais atuais. A autora é responsável pela primeira tese doutoral que toma Comblin como principal autor, finalizada na Universidade Católica de Louvain em 2014. Dada o crescente número de pesquisadores nos diferentes níveis de pesquisa, Grupos de pesquisa, a publicação dos textos tem por objetivo contribuir além da divulgação do pensamento de Comblin, buscando refletir sobre o avanço das pesquisas acadêmicas que vêm sendo desenvolvidas atualmente.
Autora: Alzirinha Souza
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ISBN 978-65-86413-79-3
A Diversidade no Jogo da Extensão: Práticas Variadas no Ensino e na Pesquisa é uma coletânea de textos sobre atividades de extensão desenvolvidas por professores e estudantes dos campi da Universidade de Pernambuco (UPE). Foram ações produzidas com a participação de pessoas que assumem papéis diversos e significativos no lugaronde habitam. O amálgama que agrega os textos apresentados é a preocupação com o sentido conferido à extensão universitária, que aqui remete à própria missão de umauniversidade pública que é realizar-se na indissociabilidade essencial das suas funções: de ensino, de pesquisa e de extensão. Por essa razão, ela se obriga à permanente leitura de suas margens sociais, qual seja, a realização de uma crítica dos limites internos e externos de suas escrituras, representativas do saber acadêmico.
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ISBN: 978-65-85651-77-6
A obesidade integra a lista das doenças crônicas que desafiam diariamente os sistemas de saúde na práxis da transversalidade, intersetorialidade e multidisciplinariedade das políticas públicas. Fatores biológicos, genéticos, econômicos, sociais, culturais e psicológicos ensejam as múltiplas causas de um problema complexo, constatado como uma epidemia mundial e o seu impacto, que não se limita ao contexto da saúde, mas afeta diversos campos individuais e coletivos, é subestimado quando se desvelam os fatores intervenientes da doença.
A obra une autores que têm dedicado seu tempo de vida profissional ao tema, seja na implementação dos serviços de saúde no SUS, seja nas instituições de ensino e pesquisa, expondo uma diversidade de olhares e trazendo à luz questões completamente imbricadas a ele como: vulnerabilidade social, insegurança alimentar e nutricional, estigma, preconceito, discriminação, acessibilidade, acesso, inclusão, equidade. Nesse ínterim, importante é ressaltar a contribuição da pandemia de Covid-19, nos anos de 2020 e 2021, e todas as consequências deixadas por ela nesses anos subsequentes, inclusive o aumento da obesidade e do sobrepeso, causados pelo isolamento social, ansiedade e medo.
Organizadoras: Eduarda Cesse, Ana Coelho e Marcela Abreu
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ISBN: 978-65-85651-22-6
O Brasil em silêncio! Os brasileiros sofridos, chocados; esse é o resultado da pandemia e de quatro anos de (des)governo. A educação fragilizada, os jovens olhando para o horizonte em busca de um futuro que o “país do futuro” não trouxe. O povo com fome! E um certo “João” não está mais aqui para continuar seu poema Morte e vida, severina. Na verdade, a vida mostrou seu lado “severina”. As Severinas e os Severinos estão perplexos diante da morte dos seus e de tantos, conhecidos e desconhecidos... a pandemia deixou um rastro que tão cedo não será apagado. Para além disso, um governo hediondo sem cultura, sem poema, sem afeto, sem sabedoria, colaborou com a morte, tentado “desesperançar” esse povo. Mas como dizia Euclides da Cunha, “O sertanejo é um forte”. E, esse “sertanejo”, agora consciente que a migração não resolve, descobre o poder do voto como única “esperança” para mudar a sua trajetória, pois, segundo Graciliano Ramos, “é dos piores cárceres que nascem os maiores gritos de liberdade”. E foi do Nordeste que o canto ecoou. O grito dos vencidos. Vencidos pela dor, pela fome, pelo desassossego. O Brasil RECOMEÇA! A Literatura será portadora dessa luta. Professores e alunos(as), tão logo as trevas foram dissipadas e o dia “amanheceu”, correram, procurando abrigo na literatura para “resgatar a esperança”. É a literatura que dará conta dessa tragédia, pois, como bem disse Bakhtin (1988, p. 95), “a palavra está sempre carregada de um conteúdo, de um sentido ideológico ou vivencial”.
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