A família é considerada um grupo de pessoas ligadas por vínculos biológicos e/ou afetivos que, claramente, não tem uma forma de composição única, isso decorre do fato de que o afeto não se apresenta sempre do mesmo modo. Não cabe ao Estado ou a sociedade impor as pessoas que respeitem um determinado formato de família. O atual sistema jurídico deixou de valorizar as formas para priorizar as pessoas. A presente obra tem por finalidade apresentar as novas composições familiares e repercussões no direito das famílias e sucessões. Os novos arranjos familiares tem como característica a pluralidade de parceiros ou genitores, que excedem o tradicional modelo constituído pelos casais ou pares. De outro modo, família parental não somente é aquela onde estão presentes a figura do pai, mãe e filho(s), pois também será parental a comunidade monoparental, a família homoafetiva com descendente(s) e a multiparental. Do mesmo modo, a família conjugal não se limita ao casal hetero e homoafetivo, pois se estende a família paralela e poliafetiva. Cabe ao Estado e a sociedade proteger e possibilitar que os novos grupos familiares possam usufruir dos mesmos direitos das demais famílias.
Número ISBN: 978-85-7856-221-2
Giorge André Lando (Orgs.).
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CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Esta obra, em sua edição revisada e ampliada, propõe-se a compartilhar pesquisas na área de Educação Matemática, considerando as ações desenvolvidas por membros fundadores e atuais do GT de Psicologia da Educação Matemática da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia ANPEPP, que se debruçam sobre os aspectos psicológicos envolvidos nos processos de ensino e aprendizagem da Matemática e as implicações desses resultados para o contexto escolar em diferentes níveis, especialmente para a formação de professores que atuam nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental
Número isbn: 978-65-5943-110-6
MARTINS, Ernani; LAUTERT, Sintria
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ISBN: 978-65-85651-43-1
Trata-se das publicações apresentadas nas comunicações do 2o Evento Ensinar História que aconteceu nos dias 04, 05 e 06 de setembro de 2023 na Universidade Federal de Pernambuco.
O Evento contou com organização da UFRPE, UPE e UFPE, ocorreu mesas de debates sobre o Novo Ensino Médio e as relações Étnico-raciais. As comunicações se dividiram em História acadêmica e profissional.
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ISBN: 978-65-86413-90-8
Sinopse: A prática da leitura experimenta modificações consoantes às transformações da sociedade, no entanto, sua importância perdura inalterável. A leitura é uma das atividades que nos define como seres humanos, é um exercício social que se desdobra em uma gama inesgotável de conhecimentos, sendo também capaz de alavancar a nossa emoção por meio da imaginação. Todavia, não é de hoje que a educação brasileira vive uma crise no que diz respeito ao ensino da leitura que, por sua vez, reflete-se também numa crise da escrita, tendo em vista serem essas indissociáveis.
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ISBN: 978-85-7856-242-7
Esta coletânea originou-se da execução dos projetos de intervenção realizados pelos cursistas da Residência Intersetorial Primeira Infância, promovida pela Universidade de Pernambuco em parceria com a Secretaria da Criança e Juventude e com apoio da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal-FMCSV, e que teve como finalidade promover a formação profissional e acadêmica de profissionais e gestores das diversas áreas que atuam na Primeira Infância em todo o território pernambucano.
Este livro é composto por quatro Capítulos com as seguintes temáticas: 1. Primeira Infância – Direito à Proteção e Cuidados; 2. Primeira Infância – Direito à Saúde; 3. Primeira Infância – Direito à Educação; e 4. Primeira Infância – Direito à Inclusão. Em cada capítulo, os autores apresentam diversas abordagens de intervenção sobre o enfrentamento dos múltiplos aspectos da violência, abuso sexual, racismo, alienação parental entre outros contextos contra as crianças.
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DO MITO LITERÁRIO À INVENÇÃO DE UMA PERSONAGEM-ESCRITORA
Propõe-se um estudo sobre a maneira como a poetisa portuguesa Florbela Espanca, depois da sua morte e através de uma extensa apropriação biográfica, iniciada pelo professor italiano Guido Battelli, no afã de divulgar e publicar a sua obra literária e, consequentemente, obter lucro, passou, paulatinamente, a ser encarada como um mito literário, desde a década de 1930. Objetiva-se compreender o processo de mitificação da escritora, que tem se mostrado dinâmico e, de tempos em tempos, adquirido novos e inesperados contornos. Em chave didática, entende-se tal processo em dois momentos distintos e complementares: o primeiro momento, de feição crítico-biográfica, de 1930 a 1979, quando o mito florbeliano foi erigido e consolidado, e o segundo momento, de cariz crítico-ficcional, de 1979 à atualidade, no qual o mito em destaque expandiu-se e ganhou novas possibilidades de representação, com a transformação de Florbela em personagem literária. Para esta investigação, são analisadas as peças teatrais Bela-Calígula: Impromptu Teatral (1987), de Augusto Sobral; Florbela Espanca (1988), de Alcides Nogueira; Florbela (1991), de Hélia Correia; A primeira morte de Florbela Espanca (1999), de António Cândido Franco e Florbela Espanca a hora que passa (2014), de Lorenna Mesquita e Fabio Brandi Torres. Também são analisados a biografia romanceada Florbela Espanca, a vida e a obra (1979) e o conjunto de poemas denominado De Florbela para Pessoa. Com amor (2017), de Maria Lúcia Dal Farra. Portanto, é possível inteligir que o mito florbeliano tem uma história de meandros que perpassam a gênese da mitificação, além de seu desenvolvimento, consolidação e expansão, tudo isto em um processo contínuo que não dá mostras de querer cessar, seja na atividade crítica seja em suas representações estéticas.
Número ISBN 78-65-86413-45-8
LEITE, Jonas Jefferson de Souza
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ISBN: 978-65-85651-30-1
Esse livro tem como propósito servir de aporte teórico para todo acadêmico de medicina, principalmente aqueles que pertencem à Faculdade de Ciências Médicas da UPE. O conteúdo contido nas próximas páginas é uma forma de abordar assuntos complexos da cirurgia com o objetivo de guiar os graduandos em seu processo de aprendizagem.
Esperamos que cada leitor seja beneficiado com a leitura desse material, fazendo dele uma fonte inicial e prática para posteriormente aprofundar cada vez mais esses temas, à medida que seu contato com a parte prática da medicina também se aprofunda. Por fim, dedicamos aos leitores uma frase de William Osler: “Ver pacientes sem ler livros é como navegar sem mapa, mas ler livros sem ver pacientes é a mesma coisa que não navegar”.
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ISBN: 978-65-85651-21-9
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
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