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Experiências Autoritárias de Forma Transversal: passado e presente

ISBN: 978-65-85651-63-9

A geração do pós-ditadura no Brasil tem um duplo desafio. Primeiro, porque é a geração que pode ouvir, pode ler, pode até assistir e, no máximo, testemunhar o testemunho, mas não pode viver os regimes autoritários que seus antepassados recentes viveram. Segundo, porque nossas profundas heranças coloniais se mantêm como verdadeiros diques que represam uma indispensável política de memória democrática sobre essas experiências autoritárias fundadoras tanto do país quanto da sociedade moderna. Tal desafio tem se mostrado mais urgente em razão do movimento de “placas tectônicas” no processo histórico da humanidade. A hegemonia dos EUA, consolidada ao final do século XX, aos poucos vem dando lugar a ascensão de outras nações – sobretudo China, Rússia e Índia – que disputam um reequilíbrio de forças em torno de um mundo multipolar.

 

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Novo dicionário crítico do pensamento das direitas: ideias, personagens e instituições. Volume 2

ISBN: 978-65-85651-24-0

Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.

Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).

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III Encontro Nacional do Centro de Estudos em História Cultural das Religiões

ISBN: 978-65-85651-02-8

"Nos dias 08, 09 e 10 de novembro de 2022, o Centro de Estudos em História Cultural das Religiões (CEHIR) promoveu o seu terceiro encontro nacional. O evento ocorreu de forma presencial no Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais.
Com o tema “ Ensino de História e religiões: laicidade e coexistências “, o evento reuniu pesquisadores de todas as regiões do Brasil que compartilharam suas pesquisas e apresentaram diferentes abordagens teóricas e temáticas. Dividido em mesas-redondas, simpósios temáticos e conferência de encerramento a atividade reuniu estudantes de graduação, pós-graduação, professores e pesquisadores de várias instituições, todos interessados em compreender e debater as relações existentes entre o ensino e as religiões, enfatizando os conflitos e a necessidade de pensarmos possibilidades de coexistências.
Nestes anais eletrônicos é possível consultar as comunicações que foram apresentados nos simpósios temáticos do evento. Os textos, aqui reunidos, foram encaminhados pelos autores para a coordenação do CEHIR após a realização do encontro, para que fosse possível inserir os debates e sugestões desenvolvidas nos três dias de atividades.

Comissão Organizadora do III Encontro Nacional do CEHIR"

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Ilha de Mercês: raízes em movimento

ISBN: 978-85-7856-249-6

Este trabalho apresenta um estudo histórico e cultural sobre a comunidade quilombola da Ilha de Mercês, localizada no município de Ipojuca/Pernambuco. Fruto de uma parceria pioneira entre o IAUPE – Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco e o Complexo Portuário de Suape, o Projeto de Realocação e Preservação Cultural dos Remanescentes do Quilombo Ilha de Mercês – Raízes em Movimento, visa assegurar que a realocação seja executada dentro das leis vigentes, respeitando os direitos dos quilombolas e o bem-estar geral da comunidade. Elaborado a partir de uma abordagem multidisciplinar, a pesquisa inicia-se com a contextualização da freguesia de São Miguel do Ipojuca, desde os tempos mais distantes, ainda no século XVI, enfatizando o papel dos engenhos de açúcar na construção da sociedade nordestina, e sobretudo, o lugar ocupado pelo Engenho Mercês, pilar econômico e social de Ipojuca.

A análise perpassa ainda pelo processo de colonização portuguesa, as invasões holandesas em Pernambuco, a mão-de-obra escravizada africana utilizada nas lavouras de açúcar e as consequências dessa estrutura colonial dentro da sociedade brasileira e a resistência dos remanescentes quilombolas da Ilha de Mercês. Ao longo do texto, são apontados dados históricos, sociais, econômicos e geográficos da formação daquele território, que além de acolher a comunidade da Ilha de Mer- cês, abriga também o Complexo Industrial Portuário de Suape, um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento econômico do Nordeste.

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Tópicos em Dermatologia

2018/ ISBN 978-85-518-0967-9

Ângela Cristina Rapela Medeiros

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Rotas estratégicas para um território distrital: diagnóstico e governança para a superintendência de turismo, cultura e esporte da autarquia de Fernando de Noronha

ISBN: 978-85-7856-267-0

O ensaio “Rotas Estratégicas para um Território Distrital: Diagnóstico e Governança para a Superintendência de Turismo, Cultura e Esporte da Autarquia de Fernando de Noronha” representa um marco na construção de um futuro sustentável e inovador para o arquipélago. Resultado de um processo colaborativo, da Autarquia Territorial do Distrito Estadual de Fernando de Noronha (ATDEFN) em parceria com a Universidade de Pernambuco e atores locais, a obra reúne diagnósticos, cenários e propostas para orientar o desenvolvimento do território de forma integrada. O trabalho parte de um diagnóstico detalhado dos desafios e potencialidades de Noronha, abordando dimensões ambientais, sociais, culturais, econômicas e institucionais. A partir dessa base, são construídas rotas estratégicas que articulam diretrizes de ação, indicadores de acompanhamento e perspectivas de longo prazo.

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Rotas estratégicas para um território distrital: diagnóstico e governança para a superintendência administrativa financeira e de TI da autarquia de Fernando de Noronha

ISBN: 978-85-7856-276-2

O ensaio “Rotas Estratégicas para um Território Distrital: Diagnóstico e Governança para a Superintendência Administrativa Financeira e de TI da Autarquia de Fernando de Noronha” representa um marco na construção de um futuro sustentável e inovador para o arquipélago e no desenvolvimento organizacional da Superintendência Administrativa Financeira e de TI (SAFI) da Autarquia Territorial do Distrito Estadual de Fernando de Noronha. Representando o primeiro diagnóstico sistemático e abrangente das práticas de gestão desta superintendência estratégica. Desenvolvido através de parceria técnico-científica com a Universidade de Pernambuco (UPE), este trabalho oferece uma análise detalhada dos desafios e oportunidades específicos da SAFI, que desempenha papel fundamental como espinha dorsal operacional da gestão territorial do arquipélago.

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Rotas estratégicas para um território distrital: diagnóstico e governança para a superintendência de infraestrutura e obras da autarquia de Fernando de Noronha

ISBN: 978-85-7856-277-9

O Arquipélago de Fernando de Noronha, patrimônio mundial da humanidade, encontra-se em um momento decisivo de sua trajetória administrativa. Diante das crescentes pressões do turismo sustentável, das demandas de conservação ambiental e das necessidades de infraestrutura de uma população que ultrapassa 5.000 habitantes convivendo com mais de 114.000 visitantes anuais, torna-se imperativo compreender as capacidades organizacionais que sustentam a gestão territorial deste ecossistema único.

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  1. Novo dicionário crítico do pensamento das direitas: ideias, personagens e instituições. Volume 1
  2. Docência Universitária no Contexto Pandêmico: Vivências Pedagógicas, Psicossociais e Psicopedagógicas
  3. Desafios e perspectivas para o desenvolvimento local sustentável em múltiplas dimensões
  4. PLS UPE - Plano de Logística Sustentável da Universidade de Pernambuco 2024-2028

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