2018/ ISBN 978-85-518-0969-3
Marcela Wanderley, George Conrado, Ailton Junior e Maria Luiza da Silva (org.)
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ISBN: 978-65-85651-24-0
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
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ISBN: 978-65-85651-08-0
Segundas Feministas vai à escola é uma iniciativa do projeto de extensão com o mesmo nome para apoiar o uso das entrevistas do programa de podcast Segundas Feministas, por entender que o formato digital é um recurso didático que se impõe pela capacidade de facilitar a comunicação num mundo que introduziu os canais digitais e os recursos remotos no seu dia a dia, nos mais diversos ambientes de trabalho e formação e que se demonstrou eficiente e imprescindível, especialmente quando o isolamento social decorrente de grave crise pandêmica se impôs. Porém, o seu uso recente como metodologia do ensino-aprendizagem ainda prescinde de material de apoio.
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CONCEPÇÃO, SUJEITOS E PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE EDUCADORES EM PERNAMBUCO
Esta obra é o resultado do processo de construção de uma área científica A Educação do Campo - no âmbito da graduação e pós graduação da UPE Campus Mata Norte. A experiência na área surgiu no período de 2000-2004, quando vivenciamos as primeiras experiências com a formação de monitores para atuar na Alfabetização de jovens e adultos em áreas de reforma agrária. No período de 2004 a 2008, a UPE consolidou suas experiências com a formação de educadores do campo, através da oferta dos cursos Normal Médio e Licenciatura em Pedagogia (Pedagogia da Terra), para acampados e assentados da reforma agrária, no âmbito do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - PRONERA. A aproximação com os movimentos sociais e as práticas de formação de educadores do campo, contribuíram para a produção de conhecimento científico na área, através da orientação de TCCs na graduação e na pós-graduação, artigos científicos, eventos científicos, formação de grupo de pesquisa, entre outros. Em 2018 foram aprovados três novos cursos: Licenciatura em Pedagogia, Licenciatura em Geografia e Especialização em Educação do Campo. A publicação desta obra vem consolidar a Educação do Campo, como área científica na Universidade de Pernambuco e contribuir para a política de formação de educadores do campo na graduação e pós-graduação do Campus Mata Norte, como também para a divulgação da produção científica da UPE - Campus Mata Norte em Pernambuco e no Brasil.
Número ISBN: 978-85-7856-218-2
Ana Maria Sotero Pereira (Orgs.)
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ISBN: 978-85-7856-251-9
Nesta obra, são apresentadas experiências extensionistas vivenciadas no âmbito da Universidade de Pernambuco - UPE, em diferentes contextos, sejam no formato de fóruns em torno da política de inserção curricular da extensão, ou mesmo a partir de atividades específicas, em perspectiva interdisciplinar, tal como a do letramento digital.
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ISBN: 978-65-85651-80-6
O Ensino Médio (EM) tem gerado grandes controvérsias e discussões, principalmente após a promulgação da lei nº 13.415 de 16 de fevereiro de 2017 que nos trouxe o Novo Ensino Médio (NEM) e no que tange à Educação Física (EF) que foi inserida como obrigatória no formato de estudos e prática coloca-nos frente a um velho dilema: como podemos justificar/reconhecer/valorizar a existência e permanência da EF na reforma do NEM? Como lidar com a possibilidade de um (não) lugar para EF nos currículos do NEM? Isto posto, o presente estudo teve como objetivo compreender qual o lugar da EF no currículo do NEM enquanto estudos e práticas. Metodologicamente, o trabalho foi de cunho qualitativo e do tipo descritivo. Historicamente, o EM no Brasil, tem se constituído em um nível de escolaridade de difícil enfrentamento e nesse cenário localizamos a EF, que sofreu e vem sofrendo desmontes diários ao não ter sua importância reconhecida dentro da educação básica, tendo seus conhecimentos suprimidos do currículo de forma que o professor precisar escolher o que abordar, sacrificando conteúdos em detrimento de outros, podando as possibilidades que esse componente pode ter na vida do estudante.
Autora: Sabryna Santana Lopes
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A Cartografia Escolar, ao se constituir em área de ensino, estabelece-se também como área de pesquisa, d eis o motivo de existir o grupo de estudos da Cartografia Escolar na UPE campus Mata Norte. Desta forma, as relações dialógicas entre a docência e a discênci4 permitiram as escutas pedagógicas através das interações e dos diálogos. Nesta dialógica o docente se posiciona no lugar do discente, que pesquisa caminhos para transformar a sala de aula num espaço de invenção, afastando-se da linearidade, buscando dar sentido às suas práticas. Assim, este ebook está organizado em 10 artigos construídos pelos discentes e docentes, oriundos de pesquisas realizadas nas escolas de Ensino Fundamental nos municípios localizados no entorno da Universidade. E através deste pensamento que estamos visando novas verdades (mesmo momentâneas) sempre buscando o encanto e a poesia do ensinar. Portanto, este trabalho para nós representa uma nova lente por revelar o inesperado, o imprevisível.
Número ISBN 978-65-86413-42-7
Org. SILVA, Paulo Roberto Florêncio de Abreu e
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