ANTROPOFAGIA, POLÍTICAS DA DIFERENÇA E OUTRAS NARRATIVAS
Na política departamentalizada tal qual se constituiu a Universidade, caminhamos, em pleno século XXI, mais na direção da individuação de nossas disciplinas do que de uma estratégia que nos aponte a singularidade de nossas conexões na construção de territórios pertinentes à vida. Uma micropolítica da transversalidade dos saberes em sua qualidade estética impõe a resistência ao pensamento segmentarizado em disciplinas, onde cada qual reclama para si uma verdade unitária. Trata-se de subverter a lógica que herdamos do pensamento hegemônico fundador da Universidade moderna através da mistura dos saberes e suas sensibilidades. É necessário operar por agenciamentos estéticos para o exercício de uma resistência criativa frente à mera reprodução de teorias desconexas dos modos de vida no contemporâneo. Territórios vivos devem, na micropolítica dos afetos, apontar para a composição de mapas móveis, que coloquem a tarefa de desconstrução sempre como devir necessário às Humanidades.
Número ISBN: 978-85-7856-216-8
Patrícia Oliveira Lira; Taciano Valério Alves da Silva (Orgs.)
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ISBN: 978-85-7856-267-0
O ensaio “Rotas Estratégicas para um Território Distrital: Diagnóstico e Governança para a Superintendência de Turismo, Cultura e Esporte da Autarquia de Fernando de Noronha” representa um marco na construção de um futuro sustentável e inovador para o arquipélago. Resultado de um processo colaborativo, da Autarquia Territorial do Distrito Estadual de Fernando de Noronha (ATDEFN) em parceria com a Universidade de Pernambuco e atores locais, a obra reúne diagnósticos, cenários e propostas para orientar o desenvolvimento do território de forma integrada. O trabalho parte de um diagnóstico detalhado dos desafios e potencialidades de Noronha, abordando dimensões ambientais, sociais, culturais, econômicas e institucionais. A partir dessa base, são construídas rotas estratégicas que articulam diretrizes de ação, indicadores de acompanhamento e perspectivas de longo prazo.
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VIVÊNCIAS DE INTEGRAÇÃO. VOLUME 2
O livro Construindo saberes em Biologia: vivências de integração. Volume 2 segue a trajetória formatada no livro anterior Construindo saberes em Biologia: integrando graduação e pós-graduação, da mesma Editora. É um livro que, em 11 capítulos, apresenta a prática da formação de profissionais para a docência percorrendo o caminho onde apresentamos um ponto de vista sobre as metodologias ativas de ensino-aprenizagem e apresenta a articulação interdisciplinar entre docentes universitários e estudantes de pós-graduações - em seus processos de formação docente, em suas jornadas frente aos estudantes de graduação através de métodos ativos de aprendizagem. São relatos de experiências que promovem uma conexão na intencionalidade do conhecimento.
Numero ISBN 978-65-86413-41-0
Org. LYRA, Arine; ROCHA, Marília de França; CAVALCANTI, Maria do Socorro Mendonça
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ISBN: 978-65-85651-83-7
Esta pesquisa objetiva analisar como a utilização de jogos pedagógicos pode contribuir para minorar necessidades de aprendizagem quanto ao uso da pontuação na escrita de alunos do 8º ano do ensino fundamental. Partimos da investigação das dificuldades em produções textuais e construímos uma Sequência Didática, propondo a interação e aprendizagem ativa. Nos módulos de ações interventivas, contemplamos uma concepção reflexiva e significativa de aprendizagem linguística, inspirada metodologicamente em Pilati (2017). O contexto da pesquisa é uma escola pública municipal localizada em São Bento do Una –PE. A base teórica está centrada em Antunes (2003; 2014), Consenza e Guerra (2011), Machado e Elias (2022), Kishimoto (2021), Almeida (2013) e Miranda (2020), Caillois (2017), Huizinga (2019), Amaral e Ohy (2023), Lukeman (2011) e Ferrarezi Jr. (2021). Analisamos, ainda, como a pontuação é abordada nos documentos oficiais da Educação Básica e em recursos pedagógicos. Os estudantes superaram as fragilidades diagnosticadas, ampliando sua compreensão em relação a pontuação e aos aspectos da organização da língua, refletindo sua evolução em sua escrita.
Autora: Maria Célia Rocha de Moraes
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ISBN: 978-65-85651-21-9
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
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ISBN: 978-85-7856-285-4
A integralidade do cuidado é um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS), no Brasil. E, para que tal princípio seja posto em prática, é condição sine qua non ultrapassar as barreiras da fragmentação da formação e do trabalho em saúde em busca do fortalecimento da interprofissionalidade. A obra que construímos a várias mãos - de forma interprofissional, desde sua concepção - e aqui apresentamos, nasceu de uma experiência inovadora, viva e ímpar, construída a partir das vivências de três jovens mulheres docentes, que acreditam num SUS forte, democrático, de qualidade e para todas as pessoas. O plano de fundo para a história construída ao longo dos anos é um território assistido pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL), onde três das organizadoras cursaram a graduação, no início dos anos 2000, e tornaram-se docentes, anos depois. O cenário de origem da vivência é o bairro do Pontal da Barra, em Maceió-AL-Brasil.
Organizadoras: Bárbara Lima, Emanuella Bispo e Vivianne Assis;
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ISBN: 978-65-85651-77-6
A obesidade integra a lista das doenças crônicas que desafiam diariamente os sistemas de saúde na práxis da transversalidade, intersetorialidade e multidisciplinariedade das políticas públicas. Fatores biológicos, genéticos, econômicos, sociais, culturais e psicológicos ensejam as múltiplas causas de um problema complexo, constatado como uma epidemia mundial e o seu impacto, que não se limita ao contexto da saúde, mas afeta diversos campos individuais e coletivos, é subestimado quando se desvelam os fatores intervenientes da doença.
A obra une autores que têm dedicado seu tempo de vida profissional ao tema, seja na implementação dos serviços de saúde no SUS, seja nas instituições de ensino e pesquisa, expondo uma diversidade de olhares e trazendo à luz questões completamente imbricadas a ele como: vulnerabilidade social, insegurança alimentar e nutricional, estigma, preconceito, discriminação, acessibilidade, acesso, inclusão, equidade. Nesse ínterim, importante é ressaltar a contribuição da pandemia de Covid-19, nos anos de 2020 e 2021, e todas as consequências deixadas por ela nesses anos subsequentes, inclusive o aumento da obesidade e do sobrepeso, causados pelo isolamento social, ansiedade e medo.
Organizadoras: Eduarda Cesse, Ana Coelho e Marcela Abreu
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ISBN: 978-85-7856-269-4
O presente estudo representa um marco no desenvolvimento organizacional da Superintendência Jurídica (SUJUR) da Autarquia Territorial do Distrito Estadual de Fernando de Noronha, constituindo o primeiro diagnóstico sistemático e abrangente das práticas de gestão jurídica em um território insular de características únicas no Brasil. Desenvolvido através de parceria técnico-científica com a Universidade de Pernambuco, este trabalho oferece uma análise detalhada dos desafios e oportunidades específicos da SUJUR, que desempenha papel fundamental na garantia da segurança jurídica, compliance regulatório e proteção dos direitos dos cidadãos e visitantes do arquipélago.
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- Ensino de História: Teorias, Práticas e Novas Abordagens - Volume 2: "A História da Saúde, das Doenças e das Ciências no Ensino de História"
- Saúde óssea
- Como (não) fazer um golpe de estado no Brasil: uma história interna do 8 de janeiro de 2023
- 61 anos do golpe e da ditadura de 1964 em Pernambuco : religiões - Volume 4