PESQUISA E ENSINO PARA UMA ESCOLA INCLUSIVA
O volume compila artigos de diferentes autores/as que se dedicaram a pesquisar literatura de minorias étnicas e sexuais, ou seja, de autoria feminina, negra ou LGBTQI+, pelo viés do ensino de literatura. Privilegiou-se as pesquisas que se voltam à formação de leitores/as e ao letramento literário na educação básica. O objetivo geral é a reflexão acerca da inclusão de autoria de minorias no repertório literário em sala de aula para as mesmas minorias que compõem o corpo discente, promulgando a inclusão, a representatividade, o local de fala e a visibilidade tanto em relação à literatura lida na escola, como ao público leitor.
Numero ISBN 978-65-86413-39-7
Org.OLIVEIRA, Gisele Pereira de
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A pandemia causada pelo vírus Sars-Cov-2 (COVID-19) inseriu a humanidade em uma profunda crise sanitária, socioeconômica e psicológica, cujos efeitos políticos se demonstram imprevisíveis. O pânico decorrente da possibilidade de contração da doença afetou o bem-estar individual e coletivo, ao mesmo tempo em que gerou diversas preocupações com o futuro. Esse mal-estar, de uma sociedade sem horizonte de expectativas, levou a diversas crises no modelo de representação, das instituições políticas e das formas de organização social. O Sars-Cov-2 demonstrou os efeitos da racionalidade moderna, impulsionada pelo neoliberalismo e globalização, que submeteu as sociedades globais à espoliação, à reprodução do capital e a um desprezível individualismo. Assim, esse dossiê, que atesta os esforços das Universidades em entender o complexo presente, buscará debater os múltiplos impactos econômicos, sociais, políticos, psicológicos, educacionais e culturais causados pela pandemia nos dez artigos que o compõem.
Número ISBN: 978-65-86413-46-5
SARMIENTO, Érica; SCHURSTER, Karl; ARAÚJO, Rafael
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ISBN: 978-85-7856-263-2
O Dicionário Crítico dos Fascismos é uma obra coletiva que oferece, de forma inédita no Brasil, um panorama abrangente, analítico e multidisciplinar sobre um dos fenômenos políticos mais persistentes e mutáveis da história contemporânea. Reunindo especialistas nacionais e estrangeiros das áreas de História, Ciências Sociais, Ciência Política e Filosofia, o livro percorre quase um século de experiências autoritárias, do fascismo italiano e do nacional-socialismo alemão às novas configurações do neofascismo no século XXI, como o trumpismo, o bolsonarismo e outras manifestações de extrema direita no mundo.
Orgs. Francisco Carlos Teixeira da Silva, Edgar da Silva Gomes, Felipe Azevedo Cazetta, Karl Schurster, Márcia Carneiro.
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ISBN: 978-65-85651-78-3
O presente memorial é um registro importante e robusto de todas as informações do desenvolvimento dos Hospitais Universitários, no âmbito da Universidade de Pernambuco (UPE).
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A obra Ensaios sobre o Desenvolvimento Local Sustentável trabalha reflexões comuns de ordem social, econômica e ambiental. Essa dinâmica visa acelerar a conscientização humana para alcançar um patamar de perenidade, de racionalização de recursos naturais e físicos e propiciar um melhor entendimento do meio em que vivemos. Atrelar essas práticas à compreensão humana, cria meios que promovem uma condição de qualidade de vida equilibrada e socioeconomicamente mais justa e enfatiza algo passível a ser sustentado. Na visão econômica e social, discute modelos sociais com aplicação de políticas públicas e adoção de práticas empreendedoras. A publicação ainda repensa a igualdade de valores e oportunidades, fazendo uma releitura de movimentos sociais e políticos, com a minimização da sedimentação socioeconômica, enfatizando o advento da dimensão ambiental no cenário local e global.
Número ISBN: 978-85-7856-219-9
Fábio José de Araújo Pedrosa (Orgs.)
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ISBN: 978-65-86413-92-2
Esta publicação apresenta um dos temas mais recorrentes na atualidade da educação superior brasileira, que é a inserção curricular da extensão nos cursos de graduação. Reconhecida como dimensão formativa insurgente, ousada, que oportuniza a criatividade e a criticidade, por isso, com amplo caráter inovador das práticas educativas, entende-se que a consolidação da extensão no currículo dos cursos oportunizará um novo paradigma de universidade, verdadeiramente includente e cidadã. Nesta produção, promovida pela Câmara Técnica de Extensão da Associação Brasileira de Reitores e Reitoras das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), tem-se a oportunidade de apreciar reflexões desenvolvidas sobre o movimento de atualização dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação, em diversas instituições estaduais e municipais espraiadas pelo território brasileiro.
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A II JORNADA DE SERVIÇO SOCIAL
Elizabeth Alcoforado Rondon; Sandra Simone Moraes de Araújo
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ISBN: 978-65-85651-21-9
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
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