ISBN: 978-85-518-5140-1
Escravidão, seus temas e problemas em aulas de história resulta de diálogos entre profissionais de história que atuam em diferentes níveis de ensino e pesquisa, desde o ciclo básico até cursos de graduação e pós-graduação. Por isso mesmo, quase todos os seus autores lecionaram ou lecionam no ensino básico e/ou têm filhos ou parentes em idade escolar. Todos, igualmente, passaram por formação superior em universidades públicas brasileiras, alguns com trânsito por universidades internacionais e/ou que mantêm interlocução com profissionais de diferentes partes do planeta. Uns autores são recém-doutores, outros já levam quase duas décadas de conclusão de seus doutorados e formam docentes em cursos de licenciatura em história. Apesar das experiências multifacetadas dos autores do livro em diferentes níveis de ensino e pesquisa, algumas perguntas “clássicas” entre historiadores professores nortearam todas as abordagens:
1) Quais os níveis de distanciamento entre as pesquisas de ponta nas
universidades e o cotidiano escolar do ensino de história na educação
básica?
2) Como superá-los e estreitar a distância entre universidades e escolas?
3) Quais os desafios atuais e vindouros que incidem e incidirão sobre a área a partir da implementação, ou não, da Base Nacional Curricular Comum?
4) Que temas e problemas de pesquisa historiográficos, inclusive o ensino de história, podem ser melhor ou simplesmente conectados, e como?
5) Como demandas sociais e políticas da contemporaneidade interferem no ensino nos níveis básico, médio e superior? Como o presentismo, a militância política e uma pedagogia centrada na “realidade do aluno”, se exacerbadamente orientados por questões e identidades políticas e sociais da atualidade, podem levar ao anacronismo e à deturpação do ensino de história?
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ISBN: 978-65-85651-24-0
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
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ISBN: 978-85-7856-252-6
Este volume da coletânea aborda, sob a ótica do ensino e da educação, como foi o golpe de 1964 e os desdobramentos da ditadura em Pernambuco. Os textos são produzidos por profissionais relevantes academicamente, que possuem formações variadas e atuam em instituições de pesquisa e ensino diversificadas.
Org. Thiago Nunes Soares
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ISBN: 978-85-518-8935-0
Após tantas flutuações na reputação pública de Gilberto Freyre, é gratificante observar o contínuo interesse acadêmico por sua obra. Esta rica coletânea, ao lado de outras, apresenta novos temas de estudo e contribuições inovadoras para debates mais antigos, como a ecologia no “primeiro” Freyre, o salazarismo e o lusotropicalismo no Freyre maduro, a oralidade, a religiosidade, além das convergências e divergências entre Darcy Ribeiro e Gilberto Freyre, a ideologia integralista brasileira e sua visão sobre raça,entre outros.
Organizadores: Felipe Cazetta, Alberto Luiz Schneider e Paulo Rodrigo Andrade Haiduke
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ISBN: 978-65-85651-02-8
"Nos dias 08, 09 e 10 de novembro de 2022, o Centro de Estudos em História Cultural das Religiões (CEHIR) promoveu o seu terceiro encontro nacional. O evento ocorreu de forma presencial no Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais.
Com o tema “ Ensino de História e religiões: laicidade e coexistências “, o evento reuniu pesquisadores de todas as regiões do Brasil que compartilharam suas pesquisas e apresentaram diferentes abordagens teóricas e temáticas. Dividido em mesas-redondas, simpósios temáticos e conferência de encerramento a atividade reuniu estudantes de graduação, pós-graduação, professores e pesquisadores de várias instituições, todos interessados em compreender e debater as relações existentes entre o ensino e as religiões, enfatizando os conflitos e a necessidade de pensarmos possibilidades de coexistências.
Nestes anais eletrônicos é possível consultar as comunicações que foram apresentados nos simpósios temáticos do evento. Os textos, aqui reunidos, foram encaminhados pelos autores para a coordenação do CEHIR após a realização do encontro, para que fosse possível inserir os debates e sugestões desenvolvidas nos três dias de atividades.
Comissão Organizadora do III Encontro Nacional do CEHIR"
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A obra Desafios e Perspectivas para o Desenvolvimento Local Sustentável em Múltiplas Dimensões, observa elementos socioeconômicos, culturais e ambientais para uma discussão ampla sobre a sustentabilidade. Este trabalho evidencia a aplicação das bases empreendedoras e da inovação inseridas em pesquisas na área de gestão. A discussão de textos por pesquisadores e parceiros nacionais e internacionais, como também estudantes da Pós-graduação Stricto Sensu da Universidade de Pernambuco do programa de Mestrado em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável, aborda temas como: inovação, sustentabilidade, empreendedorismo, políticas públicas, educação, responsabilidade social e empresarial e reitera os diversos cenários de sua abrangência com vanguarda.
ISBN: 978-85-7856-228-1
José Luiz Alves; Anderson Góis Marques da Cunha; Gutemberg Xavier Santos Gomes
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RESPEITO AO MEIO AMBIENTE, SOLIDARIEDADE E INCLUSÃO SOCIAL
Os pesquisadores da Universidade de Pernambuco - UPE, representados pelo Grupo de Pesquisa Direito do Trabalho e os Dilemas da Sociedade Contemporânea, em parceria com Universidade Nacional Autônoma do México - UNAM celebraram convênio com a finalidade de promover a pesquisa no meio acadêmico e assegurar, por intermédio da presente coletânea de capítulos, a publicação dos resultados dos estudos realizados por docentes e discentes das instituições conveniadas, bem como das demais interessadas na temática proposta. Para tanto, a partir de experiências interdisciplinares e sob a ótica brasileira e mexicana acerca do conceito de desenvolvimento, trabalho, meio ambiente e a concretização dos direitos humanos apresentam os resultados dos estudos relacionados à temática, permeando a necessária crítica ao desenvolvimento. Em virtude da adesão massiva, a obra está dividida em dois tomos. Tanto o tomo I, quanto o tomo II são compostos por 11 (onze) capítulos, cada, de temáticas diversas e bastante abrangentes sobre questões ao desenvolvimento.
ISBN: 978-65-86413-10-6
LANDO, Giorge Andre; DANGELO, Isabele bandeira de Moraes;
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ISBN: 978-65-85651-56-1
Esta obra consiste em um material extremamente relevante para o campo do envelhecimento e áreas afins, porque trata com densidade analítica e rigor metodológico um tema fundamental para os tempos de hoje: os cuidados de longa duração e as instituições de longa permanência (Ilpis). Ao reunir pesquisadores e profissionais de diferentes países no debate dos cuidados, a coletânea, certamente, contribui para o aprofundamento do tema e, sobretudo, para o intercâmbio nessa área de produção de conhecimento. Ademais, expressa o compromisso dos autores e das autoras com a reflexão crítica sobre o envelhecimento populacional, na perspectiva de defesa dos direitos da pessoa idosa. A temática é tratada no livro de modo articulado aos desafios contemporâneos da transição demográfica e aos variados sistemas de proteção social destinados ao segmento idoso. Em que pesem as particularidades históricas que circunscrevem as respectivas formações sociais desses países, o aumento da longevidade é um fato inconteste que materializa as contradições entre as conquistas civilizatórias e as desigualdades crônicas e estruturais que marcam especialmente os países de capitalismo periférico.
ORGANIZADORAS: Sálvea de Oliveira Campelo e Paiva, Solange Maria Teixeira e Nanci Soares
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