Número ISBN: 978-65-86413-65-6
Sinopse: "[...] o desenvolvimento desta pesquisa visa contribuir para o campo da Educação Infantil e para o campo das discussões raciais, evidenciando que ambos os campos podem contribuir para que a diferença seja o mote do ato educativo. Assim, atentamos para a importância que as relações humanas desempenham no espaço escolar da Educação Infantil, para que essas ossam ser equânimes, desmistificando a ideia que um homem nesse ambiente está no lugar errado, bem como repensando as representações acerca do professor homem negro."
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ISBN: 978-65-85651-23-3
Por que estudar religiões? Quais relações as religiões podem travar com outros campos do conhecimento? Como as religiões podem dialogar com a política, a cultura, as artes e a economia de um país? Até que ponto as religiões interferem na formação da identidade de um povo? Essas e várias outras perguntas são pontos latentes de discussão
nos textos a seguir, que são produções oriundas dos quatro primeiros colóquios do Grupo de Pesquisa “Religiões, Identidades e Diálogos”, sediado na Universidade Católica de Pernambuco. Mais do que oferecer respostas para essas questões, os textos querem propor reflexões sobre a importância das religiões em várias esferas do cotidiano.
A obra reúne trabalhos apresentados por pesquisadores de diversas partes do Brasil sobre as dificuldades, particularidades e abordagens possíveis para o trabalho acadêmico com religiões, em suas mais variadas esferas. Colaborações de sociólogos, cientistas da religião, teólogos, historiadores, artistas e profissionais dos diversos campos do conhecimento ajudaram a construir um olhar plural e transdisciplinar para os processos e movimentos religiosos, ampliando a produção do conhecimento e os debates na área.
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DO MITO LITERÁRIO À INVENÇÃO DE UMA PERSONAGEM-ESCRITORA
Propõe-se um estudo sobre a maneira como a poetisa portuguesa Florbela Espanca, depois da sua morte e através de uma extensa apropriação biográfica, iniciada pelo professor italiano Guido Battelli, no afã de divulgar e publicar a sua obra literária e, consequentemente, obter lucro, passou, paulatinamente, a ser encarada como um mito literário, desde a década de 1930. Objetiva-se compreender o processo de mitificação da escritora, que tem se mostrado dinâmico e, de tempos em tempos, adquirido novos e inesperados contornos. Em chave didática, entende-se tal processo em dois momentos distintos e complementares: o primeiro momento, de feição crítico-biográfica, de 1930 a 1979, quando o mito florbeliano foi erigido e consolidado, e o segundo momento, de cariz crítico-ficcional, de 1979 à atualidade, no qual o mito em destaque expandiu-se e ganhou novas possibilidades de representação, com a transformação de Florbela em personagem literária. Para esta investigação, são analisadas as peças teatrais Bela-Calígula: Impromptu Teatral (1987), de Augusto Sobral; Florbela Espanca (1988), de Alcides Nogueira; Florbela (1991), de Hélia Correia; A primeira morte de Florbela Espanca (1999), de António Cândido Franco e Florbela Espanca a hora que passa (2014), de Lorenna Mesquita e Fabio Brandi Torres. Também são analisados a biografia romanceada Florbela Espanca, a vida e a obra (1979) e o conjunto de poemas denominado De Florbela para Pessoa. Com amor (2017), de Maria Lúcia Dal Farra. Portanto, é possível inteligir que o mito florbeliano tem uma história de meandros que perpassam a gênese da mitificação, além de seu desenvolvimento, consolidação e expansão, tudo isto em um processo contínuo que não dá mostras de querer cessar, seja na atividade crítica seja em suas representações estéticas.
Número ISBN 78-65-86413-45-8
LEITE, Jonas Jefferson de Souza
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CONCEPÇÃO, SUJEITOS E PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE EDUCADORES EM PERNAMBUCO
Esta obra é o resultado do processo de construção de uma área científica A Educação do Campo - no âmbito da graduação e pós graduação da UPE Campus Mata Norte. A experiência na área surgiu no período de 2000-2004, quando vivenciamos as primeiras experiências com a formação de monitores para atuar na Alfabetização de jovens e adultos em áreas de reforma agrária. No período de 2004 a 2008, a UPE consolidou suas experiências com a formação de educadores do campo, através da oferta dos cursos Normal Médio e Licenciatura em Pedagogia (Pedagogia da Terra), para acampados e assentados da reforma agrária, no âmbito do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - PRONERA. A aproximação com os movimentos sociais e as práticas de formação de educadores do campo, contribuíram para a produção de conhecimento científico na área, através da orientação de TCCs na graduação e na pós-graduação, artigos científicos, eventos científicos, formação de grupo de pesquisa, entre outros. Em 2018 foram aprovados três novos cursos: Licenciatura em Pedagogia, Licenciatura em Geografia e Especialização em Educação do Campo. A publicação desta obra vem consolidar a Educação do Campo, como área científica na Universidade de Pernambuco e contribuir para a política de formação de educadores do campo na graduação e pós-graduação do Campus Mata Norte, como também para a divulgação da produção científica da UPE - Campus Mata Norte em Pernambuco e no Brasil.
Número ISBN: 978-85-7856-218-2
Ana Maria Sotero Pereira (Orgs.)
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ISBN: 978-65-85651-21-9
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
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ISBN: 978-65-85651-51-6
A obra dialoga, a partir da análise da cultura visual e das visualidades, com a construção histórica da colonialidade do olhar e com a crítica decolonial, buscando identificar as derivas do ver, os escapes e as resistências - no plano da cultura - que tensionam e atuam contra os poderes estabelecidos nos domínios da economia e da política. Os artigos contidos nesta obra, em um primeiro momento, investigam a construção histórica da mitologia de nascimento dos EUA com a ode ao progresso como destino, seja na expansão territorial seja na industrialização capitalista. Em um segundo momento, debruçando-se sobre o cone sul, investiga-se a frustração nostálgica de elites da Argentina e do Brasil que buscam consolidar, por meio de projetos arquitetônicos, a síntese de uma perspectiva apartada de sociedade na qual viam o povo como sendo inadequado para a grandeza dos sonhos idealizado de seus pretensos líderes. A obra também agrega a entrevista com o historiador Francisco Santiago, especialista em História e cultura visual.
ORGANIZADORAS: Carla Miucci Ferraresi de Barros e Mônica Brincalepe Campo
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ISBN: 978-85-7856-288-5
Alteridades: memória, migração, exílio e direitos humanos é um material didático voltado ao Ensino Fundamental e Médio que articula a história do Holocausto às discussões contemporâneas sobre migração forçada, alteridade e direitos humanos. A obra apresenta os mecanismos de perseguição nazista, como as Leis de Nuremberg, e analisa seus impactos nos deslocamentos de populações perseguidas, inclusive para o Brasil. Ao valorizar memórias, testemunhos e histórias de vida, o material enfatiza a dimensão humana do genocídio e seus desdobramentos no tempo presente. A proposta pedagógica integra diferentes linguagens — livros infantojuvenis, jogos digitais, filmes, canções e narrativas autobiográficas — acompanhadas de orientações práticas para uso em sala de aula. Fundamentado na educação em direitos humanos e na consciência histórica, o material busca promover empatia, respeito à diversidade e o enfrentamento de discursos de ódio, estabelecendo pontes entre passado e presente por meio da memória coletiva e da escuta do outro.
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ISBN: 978-65-85651-75-2
O uso de microscópios para observação de células contribui para a aprendizagem em ciências naturais e ambientais. Contudo, nem sempre há laboratórios de ciências ou mesmo microscópios nas instituições de ensino. Smartscópios são formados pelo uso de smartphones, especificamente da câmera, em combinação com lentes de aumento com função de microscópio, são modelos alternativos com os quais é possível realizar a observação da estrutura celular de materiais biológicos diversos. Com o objetivo de viabilizar atividades de microscopia foi desenvolvido um modelo de smartscópio de fácil acesso e manuseio a partir da utilização de lentes de aumento, um acessório desenvolvido para acopla câmera fotográfica de smartphones. Adicionalmente, apresenta-se metodologias que possam ser usadas juntamente com o smartscópio, como a coloração de células usando uma solução alcoólica de tinta de caneta esferográfica e o procedimento para medição de células usando uma régua comum. Esse projeto tem alta replicabilidade e sua aplicação pode contribuir para avanços no ensino de ciências, do nível básico ao superior, independente da escola possuir laboratório de ciência. bem como para a formação docente, seja ela inicial ou continuada.
Autora: Regina Lúcia Félix de Aguiar Lima
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- 61 anos do golpe e da ditadura de 1964 em Pernambuco: ensino e educação - Volume 3
- Abre a boca, meu povo!: o que você precisa saber sobre câncer de boca
- 61 anos do golpe e da ditadura de 1964 em Pernambuco: arte, cultura e mundos do trabalho e dos/as trabalhadores/as. Volume 2.
- Catálogo: memórias e saberes dos quilombolas da Ilha de Mercês