ISBN: 978-65-85651-22-6
O Brasil em silêncio! Os brasileiros sofridos, chocados; esse é o resultado da pandemia e de quatro anos de (des)governo. A educação fragilizada, os jovens olhando para o horizonte em busca de um futuro que o “país do futuro” não trouxe. O povo com fome! E um certo “João” não está mais aqui para continuar seu poema Morte e vida, severina. Na verdade, a vida mostrou seu lado “severina”. As Severinas e os Severinos estão perplexos diante da morte dos seus e de tantos, conhecidos e desconhecidos... a pandemia deixou um rastro que tão cedo não será apagado. Para além disso, um governo hediondo sem cultura, sem poema, sem afeto, sem sabedoria, colaborou com a morte, tentado “desesperançar” esse povo. Mas como dizia Euclides da Cunha, “O sertanejo é um forte”. E, esse “sertanejo”, agora consciente que a migração não resolve, descobre o poder do voto como única “esperança” para mudar a sua trajetória, pois, segundo Graciliano Ramos, “é dos piores cárceres que nascem os maiores gritos de liberdade”. E foi do Nordeste que o canto ecoou. O grito dos vencidos. Vencidos pela dor, pela fome, pelo desassossego. O Brasil RECOMEÇA! A Literatura será portadora dessa luta. Professores e alunos(as), tão logo as trevas foram dissipadas e o dia “amanheceu”, correram, procurando abrigo na literatura para “resgatar a esperança”. É a literatura que dará conta dessa tragédia, pois, como bem disse Bakhtin (1988, p. 95), “a palavra está sempre carregada de um conteúdo, de um sentido ideológico ou vivencial”.
Para baixar esse livro é preciso estar registrado e logado no site (Caso esteja, clique aqui!)
PROCESSOS DE RACIALIZAÇÃO DOS ALUNOS DAS ESCOLAS PRIMÁRIAS DE PERNAMBUCO (1911-1945)
---2018/ 253 Páginas/ ISBN: 978-85-518-0662-3
Adlene Silva Arantes
Para baixar esse livro é preciso estar registrado e logado no site (Caso esteja, clique aqui!)
2018/ISBN: 978-85-518-0961-7
Sandra Maria Alves Sayão Maia; Paulo Maurício Reis de Melo Júnior
Para baixar esse livro é preciso estar registrado e logado no site (Caso esteja, clique aqui!)
CONCEPÇÃO, SUJEITOS E PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE EDUCADORES EM PERNAMBUCO
Esta obra é o resultado do processo de construção de uma área científica A Educação do Campo - no âmbito da graduação e pós graduação da UPE Campus Mata Norte. A experiência na área surgiu no período de 2000-2004, quando vivenciamos as primeiras experiências com a formação de monitores para atuar na Alfabetização de jovens e adultos em áreas de reforma agrária. No período de 2004 a 2008, a UPE consolidou suas experiências com a formação de educadores do campo, através da oferta dos cursos Normal Médio e Licenciatura em Pedagogia (Pedagogia da Terra), para acampados e assentados da reforma agrária, no âmbito do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - PRONERA. A aproximação com os movimentos sociais e as práticas de formação de educadores do campo, contribuíram para a produção de conhecimento científico na área, através da orientação de TCCs na graduação e na pós-graduação, artigos científicos, eventos científicos, formação de grupo de pesquisa, entre outros. Em 2018 foram aprovados três novos cursos: Licenciatura em Pedagogia, Licenciatura em Geografia e Especialização em Educação do Campo. A publicação desta obra vem consolidar a Educação do Campo, como área científica na Universidade de Pernambuco e contribuir para a política de formação de educadores do campo na graduação e pós-graduação do Campus Mata Norte, como também para a divulgação da produção científica da UPE - Campus Mata Norte em Pernambuco e no Brasil.
Número ISBN: 978-85-7856-218-2
Ana Maria Sotero Pereira (Orgs.)
Para baixar esse livro é preciso estar registrado e logado no site (Caso esteja, clique aqui!)
Esta obra é resultante do trabalho iniciado pela Equipe Interdisciplinar de cuidados às pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica do Hospital Universitário Oswaldo cruz. Por ser uma doença muitas vezes negligenciada, com difícil diagnóstico, curto período de vida, degenerativa e com comprometimento de grande parte da musculatura, há a necessidade de rápido acolhimento dessas pessoas reduzindo sofrimento e ofertando mais conforto. Devido à escassez de informações na sociedade e com o intuito de proporcionar o conhecimento a estudantes e profissionais da área da Saúde, reunimos as informações das múltiplas disciplinas, as quais servirão como um instrumento para um melhor atendimento.
Número ISBN: 978-85-7856-215-1
Tatiana Lins Carvalho; Carolina da Cunha Correia (orgs.)
Para baixar esse livro é preciso estar registrado e logado no site (Caso esteja, clique aqui!)
O PAPEL DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL DA FACAPE NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO POLO PETROLINA-PE/JUAZEIRO-BA
ISBN 978-65-86413-02-1
Maria Lúcia da Silva Souza
Para baixar esse livro é preciso estar registrado e logado no site (Caso esteja, clique aqui!)
ISBN: 978-65-85651-24-0
Há um problema no espaço topológico para a definição de “direitas” hoje. A quantidade de grupos e subgrupos que compõem esse conjunto com múltiplas perspectivas é incapaz de fugir a terminologias oriundas da primeira metade do século XX, como “os fascismos” ou mesmo “os populismos”, e construir uma categoria que vá para além da aporia de um nome.
Se no pós-Segunda Guerra Mundial falávamos de “neofascismo”; nos anos 1980 o termo utilizado foi “extrema-direita” e nos anos 1990 “direita radical”, agora, no século XXI, o termo mais utilizado tem sido “ultradireita” (far right) ou o controverso conceito de “direita nacional populista”. Esse termo acaba por se tornar frágil e pouco sustentável do ponto de vista acadêmico, mesmo considerando seu largo uso pelos meios de comunicação. Assim, não só é impossível tratar a multiplicidades desses grupos no singular, o que nos levaria a imaginar que há uma real unidade entre eles, algo impossível de comprovar, mas também não considera seu caráter transnacional, o que faz com que esses grupos possuam questões e demandas comuns em diversos lugares e ganhe contornos regionais e locais a depender de onde se expressam.
Além disso, ao avaliarmos as direitas, nos deparamos com o polêmico debate sobre o “populismo”, definição formulada para qualificar os governos nacionais estatistas na América Latina nos anos 1930 — 1940. Esse conceito, mesmo sendo defendido por intelectuais de prestígio como Pierre Rosanvallon (Rosanvallon 2017) e Federico Finchelstein (Finchelstein 2019), é duramente criticado por Mudde (Mudde 2019) e por Michael Löwy (Löwy 2014), por ser considerado uma “ideologia débil” que apenas divide a sociedade em dois grupos homogêneos e antagônicos que seriam um povo “puro” e uma “elite corrupta”. Michael Löwy coaduna com os argumentos de Mudde ao afirmar que a conceituação de “populismo” é incapaz de analisar os novos fenômenos das direitas emergidos no século XXI. Sua argumentação alerta para o perigo da interpretação de que esse conceito seja uma “posição política que toma o lado do povo contra as “elites”. Ao fazê-lo, mesmo que de forma involuntária, acaba-se por legitimar as ações de “extrema-direita” e tornar a sociedade simpática a eles, aceitando suas proposições, afinal quem seria contra o próprio povo e a favor das elites? (Löwy 2014). Portanto, o uso desse conceito, retira da pauta de debate temas caros a sociedade civil e ao Estado como a xenofobia, o racismo, os fascismos, a questão migratória. Além disso, outro equívoco estaria no uso irrestrito para igualar pensamentos à direita e à esquerda utilizando-se das terminologias “populismo de direita” e “populismo de esquerda”.
Nesse sentido, utilizamos a definição do politólogo holandês Cas Mudde. Segundo ele, a ultradireita estaria diretamente ligada ao discurso antissistema, adotando uma postura veementemente hostil à democracia liberal. No interior deste grupo, teríamos uma direita mais extremista, que rejeita essencialmente a democracia, e a direita radical que, mesmo “aceitando” a democracia liberal, se oporia a elementos fundamentais dela como o direito das minorias, o Estado de Direito e à separação dos poderes (Mudde 2019).
Para baixar esse livro é preciso estar registrado e logado no site (Caso esteja, clique aqui!)